UM “CADINHO” SOBRE A MORTE


Apesar da morte ser a única certeza que temos na vida, causa ainda muita apreensão e sofrimento. Na verdade estes sentimentos são provenientes da falta de conhecimento sobre esse assunto. As pessoas não gostam de falar a respeito da morte, pois a temem. Embora a ciência já tenha provado a existência da alma, muitas são as pessoas que julgam a morte um ponto final.

No entanto muitos são os livros que tratam deste tema, com explicações técnicas e muito valiosas para o nosso conhecimento.

O mesmo cuidado que dispensamos ao nascimento de um bebê também deveríamos destinar àqueles que estão deixando este mundo. Da mesma forma que necessitamos entrar neste mundo cercados de carinho, afeto, respeito e proteção, também temos estas mesmas necessidades ao deixá-lo.

Tentemos por um só instante nos imaginar apenas com o corpo físico morto, porém nos sentindo vivos e lúcidos (alma) ao lado do caixão. Será que gostaríamos de ver à nossa volta só risadas, conversas sem sentido, falsas tristezas, pessoas que estão em nosso velório só para cumprir uma função social ? Os ditos amigos, contando nossas particularidades, ou nos criticando por atitudes tomadas em vida .

Agora, ao invés disso, imagine então todos em seu velório, orando por você, irradiando bons fluídos para que você, em uma aura de luz , possa ser conduzido com equilíbrio e confiança àquela que será sua nova existência.

Uma reunião com apenas pessoas que verdadeiramente o amaram nesta vida, sem falatórios, sem risadinhas, sem o tão conhecido “circo” que se estabelece nessas ocasiões.

Pense bem sobre isso e quando estiver num próximo velório lembre-se que junto ao corpo inerte pode estar um irmão que precisa muito de seu carinho, seu respeito, e de segurança.

Sua maior ajuda será orar com toda fé que seu coração conseguir, pois assim estará auxiliando os mentores de Deus a levarem esta nova alma de volta à sua origem - o mundo espiritual.

Para muitos ocidentais a morte é vista como um sentimento de perda irreparável. Quando um ente querido falece, a dor provocada por esta perda é sentida como um elo que se rompe definitivamente.

Egoisticamente só enxergam a sua própria dor, esquecendo a eventual dor que seu ente possa estar sentindo, afinal, além de ter que deixar seus familiares e amigos, também estará deixando para trás seus pertences, e nós sabemos o quanto isto pode ser tortuoso para aquelas pessoas que deram exagerada importância aos bens materiais.

Só as pessoas que já perderam tudo em vida, conseguem compreender a dimensão da angústia do recém desencarnado.

Já os orientais, mais sensíveis neste assunto, encaram a morte de forma natural, pois entendem que a alma finalmente estará livre do cativeiro da matéria, e finalmente encontrará a paz em outros mundos, até que se faça necessário o seu retorno à matéria (reencarnação) para fins de seu aprimoramento (karma) enquanto espírito a caminho de sua Divindade (Homem Divino).

“ A morte não é a destruição da existência, a derradeira fuga à vida; nem é a porta para a imortalidade. Quem perdeu o seu eterno Eu nos prazeres terrenos, não O recapturará entre os delicados encantos do mundo astral. Ali, acumula simplesmente percepção mais refinadas e adquire maior sensibilidade para o belo e o bom que são uma e a mesma coisa. É na bigorna deste planeta grosseiro que o homem deve forjar o imperecível ouro da identidade espiritual. Exibindo em sua mão esse ouro arduamente ganho, único presente aceitável para a Morte voraz, o ser humano conquista sua libertação definitiva dos ciclos da reencarnação física” (Paramahansa Yogananda - A Autobiografia de um Yogue).

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