A arma da complacência - Kabbalah


A vida não é só o impulso do respirar e deixar ela nos levar. A vida requer responsabilidade, autoconhecimento, entendimento, conhecimento e sabedoria. Isso tudo dá trabalho? Sim, dá muito trabalho a gente ter de refletir, separar o joio do trigo. Identificar quem está no comando: o nosso ego ou o nosso Eu superior.

Agir com razão ou emoção? Se entregar aos desejos ou refreá-los. Viver como o arquétipo coletivo determina ou buscar sermos quem nós realmente somos?

E em meio a tudo isso a vida na prática com seus afazeres diários nos envolvendo em excesso de trabalho, problema financeiro, educação dos filhos, desentendimentos com as pessoas a nossa volta. Mágoas, frustrações, doenças, etc.

Mas a vida é maravilhosa mesmo a todo esse caos. Por que? Porque viver o caos é o que faz toda a graça da vida. Foi o esse o jogo que escolhemos jogar. E por que então tanta reclamação? Tanta depressão? Tanto stress? Ah! Isso agora fica por conta de termos de descobrir quem nós realmente somos.

Várias são as ferramentas disponíveis para o nosso entendimento, se bem que todas levam ao mesmo “lugar”, a Kabbalah é sem dúvida um desses caminhos que nos conduz ao conhecimento e quiça a sabedoria.

E um livro do autor Yehuda Berg – O poder da Kabbalah, deveria ser lido por toda a pessoa que está interessada em assumir realmente a sua própria identidade enquanto ser divino e pretendente a ser o vencedor do jogo da vida.

Esse trecho que extraí do livro é um dos trechos que mais gosto e espero com ele despertar o interesse nessa busca pela evolução espiritual:

“Do ponto de vista da Kabbalah, espiritualidade não significa subir uma montanha para entrar em comunhão com Deus, meditando ao lado de um riacho claro ao som do canto de pássaros. Isso pode ser uma experiência revigorante, de paz e tranquilidade, mas não é o propósito de nossas vidas. Desconectar-se dos desafios e se isolar enquanto se aprecia a majestade da natureza são formas maravilhosas de recarregar as energias, mas não são formas eficazes de alcançar crescimento espiritual.

Nós descemos da montanha, por assim dizer, para nos envolvermos com o caos, as dificuldades e o fardo deste mundo, de modo que pudéssemos confrontar – e transformar – os gatilhos que ativam nossas reações. Cada gatilho nos dá a oportunidade de nos tornarmos a causa de nossa própria plenitude. É assim que juntamos as peças do quebra-cabeças da Criação. Como diz o velho ditado: ter bom caráter não nos faz ganhar nenhum ponto na vida. Nossas características maravilhosas e qualidades louváveis não tem finalidade prática alguma quando se trata de atingir novos patamares de plenitude e de Luz. Nossos atributos positivos já estão em um estado proativo. São nossos traços negativos que nos dão a oportunidade de sermos a causa de nossa própria transformação.

Viemos a este mundo para criar mudança positiva dentro de nós e no mundo ao nosso redor. Mudança positiva sempre encontrará resistência, obstáculos e conflito. Precisamos abraçar essas situações difíceis. Um homem pode viver em uma pequena cidade, em uma casa modesta, com uma cerca de madeira pintada de branco e um jardim maravilhoso que ele cuida o dia inteiro. Sua vida é boa, tranquila. E quando, aos noventa e cinco anos, dormindo tranquilamente em sua cama, ele vier a deixar este mundo parecerá que ele viveu uma existência ideal. Mas terá ele atingido seu propósito neste planeta? Terá havido alguma mudança interna durante a vida desse homem? Será que aos noventa e cinco anos ele era um ser espiritual mais evoluído, diferente do que era aos trinta e cinco ou aos sessenta e cinco anos?

Meu pai costuma me dizer que algumas pessoas vivem o equivalente a setenta anos em um dia, enquanto outros vivem o equivalente a apenas um dia durante setenta anos. A cerca de madeira pintada de branco, a aposentadoria precoce, a vida “simples” – tudo isso leva à complacência. Essa complacência pode ser uma arma poderosa nas mãos do Adversário (o adversário aqui segundo o contexto do livro é o nosso ego), que instilará em nós um desejo de conforto e simplicidade que nos impedirá de fazer uma mudança interna. Então, quando for tarde demais, perceberemos que não causamos nenhum impacto neste mundo. Ou ainda pior, iremos para a sepultura sem jamais saber o que viemos fazer aqui”.

Pense nisso e descida de que modo você quer viver!

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